Bezerra
de Menezes nasceu no Rio do Sangue, no Ceará, onde os nortistas eram muito
maus, por isso o nome do lugar.
Tudo
se resolvia na base da peixeira. Sua família era muito boa, muito digna, por
isso seguiu esse rumo. Ele foi representante de Lucas, discípulo de Jesus que
era médico. Também iniciou a medicina, tinha o pai bem de situação e passando
no vestibular, foi para o Rio de Janeiro.
Foi
estudando, mas logo o pai teve uma crise e perdeu tudo o que tinha, passando à
pobreza. Seguiu enfrentando todo o sacrifício da vida, mas sempre lutando com o
estudo.
Formou-se, mas não tinha dinheiro nem
para tirar o diploma. Apareceu, então, um amigo de outro mundo e querendo aula
de matemática. Pediu a Bezerra que o ensinasse a matéria. Combinaram o preço e
o amigo decidiu pagá-lo adiantado porque ele estava apertado de dinheiro. Ele
aceitou o aluno. Na hora de sair o amigo entregou um envelope com todo o
dinheiro que ele precisava para pagar o diploma e começar na medicina.
Foi
um médico muito importante e querido por todo mundo. Um medico admirável, mas
com pouco tempo apareceu-lhe a doença. Outros médicos lhe trataram por cinco
anos e ele só piorando. Não teve melhora.
Um
amigo sugeriu-lhe que fizesse uma consulta com um médium e ele respondeu... Não
sou bem disso! O amigo insistiu... Mas se você não fizer, vai morrer, pois está
se tratando há cinco anos. Perguntou ao amigo... O que precisa pra fazer
consulta com o médico? E ele respondeu... Seu nome, sua idade e seu endereço.
Seu
nome era Adolfo, mas todos o conheciam como Bezerra de Menezes. O amigo
procurou o médium e entregou o pedido. O
médium olhou, fez sua ficha e deu o remédio. Seu amigo voltou com o medicamento,
o modo de usar e tudo mais. Lá estava escrito, Adolfo Bezerra de Menezes, é bom
o nome completo pra não dar confusão na ficha.
Entregou
para Bezerra de Menezes do mesmo jeito que o médium mandou. Ele olhou o próprio
nome na ficha e disse... Você já foi contar meu nome? _ Eu não, só entreguei o
papel.
Tomou
o remédio e depois de trinta dias deveriam buscar outra receita. Teve uma
melhora muito grande e se sentiu muito feliz e satisfeito com o medicamento. Na
hora que voltaram para buscar a segunda fórmula, o médium já o esperava com
tudo pronto. _ Daqui trinta dias, venha buscar outra receita.
Ele
sarou com dois pedidos do remédio, mas o mandato era buscar outra. Bezerra
mandou falar que já estava bom e não precisava mais. O médium disse que ele só
havia sarado o corpo, mas que eles precisavam conversar. O médium mandou outra
receita e lhe pediu que fosse lá, talvez não fosse querer, mas ele teria uma
missão muito bonita a cumprir.
De
onde ele morava no Rio de Janeiro até onde trabalhava era uma hora de ônibus e
já estava no prazo de tomar de tomar mais uma receita do medicamento. No dia em
que terminou de tomar o remédio, o amigo de outro mundo apareceu-lhe de novo e
na hora de tomar o ônibus veio com um embrulho.
_
Mandaram-lhe entregar!
Ele pegou
o embrulho, entrou no ônibus e desembrulhou, era uma Bíblia. Ele disse... _ Eu
não gosto de bíblia! Me mandou uma bíblia? Mandou-me, então vou ler! Leu a
primeira vez ela toda e achou bom. Leu pela segunda vez. Ao terminar a leitura,
o amigo veio de novo e entregou-lhe outro embrulho pequeno. Era o livro dos
Espíritos. Ele muito católico disse que não iria ler, mas se mandaram, ele ia
ler sim, pois era obediente.
Leu
e achou bom, leu de novo e decidiu aceitar ser médium. Falou: _ De hoje em
diante eu serei espírita, não sou mais católico.
Ele
foi procurar o médico que o havia curado, pois ainda não o conhecia. Chegando à
região em que ele residia, perguntou e um homem respondeu... Sou eu mesmo, Seu
Adolfo Bezerra de Menezes.
Começaram
a prosear e foi tratado da melhor forma possível. Disse que foi conversar
porque havia se tornado espírita. O médium lhe disse que ele perderia os
amigos, pois falariam que ele estava mexendo com o capeta. Precisa saber se é
isso que você quer mesmo.
Recebeu
toda a explicação e foi embora. Chegando a casa, os amigos disseram... Eu sabia
que você estava mexendo com o capeta. Abandonaram-no, mas ele era muito bom médico
e passou a atender os pobres.
A
maioria não podia pagar a receita e a consulta, mas fez o que ele podia, deu
até o anel de formatura para um que havia perdido a família, para ele poder
sobreviver. Bezerra ficou sem nada, no zero.
Um
amigo de outro mundo lhe sugeriu que entrasse na política. Ele disse que não
gostava disso, mas o amigo falou que não teria outro jeito. Então ele se
candidatou a vereador. Foi o mais votado, tornou-se presidente da câmara.
Venceu o mandato e repetiu a candidatura, foi reeleito e só fez coisas boas.
Foi
subindo na política até parar no ministério. Consertou muitas coisas, mudou
outras erradas e ganhou algum dinheiro com isso.
Um
espírito, amigo de outro mundo, disse-lhe que nunca havia trabalhado na
radiação espírita e que ele deveria candidatar-se. Decidiu entrar e foi o mais votado.
Lá, expulsou muitos espíritas falsos colocando-os na rua e fez um bom trabalho.
Adoeceu
de novo por cinco meses, ficou paralítico e só mexia os olhos. Puseram uma
cadeira à beira de sua cama, onde recebia visitas que se sentavam ali. Chegava
doente, ruim, ficavam ali perto dele para visitá-lo, porém quando os visitantes
saiam já não tinham doença nenhuma.
Venceu
sua missão e foi trabalhar do outro lado, em outro mundo, no plano espiritual. Assim
trabalha até hoje, ajudando os outros como foi ajudado.
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