Chico Xavier como começou em Pedro Leopoldo, recebeu a
visita de Emanuel, que lhe perguntou se ele estava preparado para trabalhar na
ceara de Jesus. Ele disse... O que tenho que fazer? E Seu guia respondeu... Os
três pontos básicos: O primeiro é a disciplina. Chico perguntou... E o segundo?
Disciplina, respondeu Emanuel. E o terceiro? Disciplina também - completou o
guia.
A infância de Chico foi muito sacrificada, perdeu sua mãe
aos cinco anos e entregue para a madrinha que o tratava com muita rigidez. Batia,
fazia tudo quanto era maldade com ele.
Um dia, um sobrinho da madrinha teve uma ferida na perna e
chamaram uma benzedeira. Ela disse que o único remédio para curar o machucado,
era durante três sextas-feiras, um inocente lambe-la. Ela disse que Chico seria
perfeito para isso e anunciou que ele entraria na benzição.
Ele implorou para sua mãe que o ajudasse naquilo, porem ela
afirmou que o remédio é a obediência, que ele deveria obedecer a madrinha que a
cura logo viria.
Durante o tempo previsto, o
tratamento aconteceu. A madrinha que lhe surrava todos os dias, ficou três fias
sem o encostar a mão.
Ele reclamou para a mãe que sentia muita fome, pois a
madrinha não lhe dava o que comer. Sua mãe lhe falou que até os animais
poderiam o ajudar se ele merecesse. Nisso, um cão da rua pulou o muro e lhe
trouxe um jatobá, e assim matou sua fome.
Quando já era adulto foi solicitado a ele que comparecesse
em uma reunião importante longe da cidade em que ele vivia. Imediatamente,
pediu a seus chefes a autorização para faltar 2 dias. Tomou o trem de fero e
partiu.
Na segunda estação, Emanuel lhe apareceu e disse... Chico,
você está indo apresentar algo muito importante? E o seu ganha-pão, que é muito
mais interessante? Ali mesmo, pegou o trem de volta. Transferiram Chico para
Uberaba.
Edvaldo Pereira Franco foi para lá desenvolver sua
mediunidade com ele. Surgiu, nesse tempo, outra reunião que contava com a
presença de Chico. Como ele já sabia que não poderia ir, pediu a Edvaldo que o
representasse, pois o amigo já tinha muita mediunidade. Edvaldo não concordou, pois
como ele representaria uma figura tão ilustre. Mas Chico lhe falou... Isso me
põe muito triste, porque tudo que você me pede eu faço e uma coisa que estou
pedindo agora, você não quer fazer. O amigo se viu apertado na situação e
resolveu ir. Chico lhe deu recomendações... Chegando lá, se apresente ao chefe
e diga que vai me representar.
A reunião acontecia e Edvaldo estava muito apreensivo,
desesperado com o que iria falar, pois todos ali falavam muito bonito. Quando
chegou sua vez, sentou na cadeira e começou a se concentrar até que acabou
pegando no sono. Quando ele acordou, percebeu que havia falado por meia hora
sem repetir uma só palavra. Um amigo de outro mundo usou seu aparelho para levar
a mensagem. O povo estava lhe prestando homenagem e o comentário foi que a
melhor palestra foi a do representante do Chico.
Ao retornar para Uberaba, Chico já lhe aguardava e sabia do
ocorrido. Disse a ele... Não falei, Edvaldo, que você tinha muita mediunidade?
O que falta é coragem. Agora saia pelo mundo explicando as coisas. Até hoje ele
transmite os ensinamentos de Jesus para quem quer ouvir.
O que vou contar agora é uma experiência acontecida comigo,
no centro André Luís, aqui em Rio Verde. Teve uma palestra com o Doutor Sabino Antônio
Luna, conhecedor de muitos assuntos espirituais. O evento foi em duas sessões.
Na parte da manhã e doutor começou a me olhar e eu dormi. Tinha muita gente na
reunião e quando acordei, todos me olhavam com vontade de rir. Na segunda
sessão, das 14 às 18h, o doutor orientou às pessoas e todas dormiram, uns quase
caíram do banco, mas eu fiquei acordado e ele queria que eu fosse mexer com
elas. Eu não fui e ele mesmo as acordou. As mulheres que mais sentiram vontade
rir de mim, eram aquelas que mais estavam, caindo da cadeira. Contei, então, a
história do Edvaldo para o doutor e ele me entregou o microfone para falar com
aquelas pessoas. Eu disse que elas eram médiuns muito boas, porem também lhes
faltavam coragem. Todos ficaram desconfiados e desde então, ficaram bons pra
mim.
Agora passemos a história de Valdo Vieira. Fui a Uberaba
algumas vezes para encontrar o Chico e consegui, mas somente em algumas dei
sorte de encontrar os dois juntos, Chico Xavier e Valdo Vieira. Tornamo-nos
amigos. Eles combinavam demais e sempre trabalharam juntos, mas de repente se
separaram e ninguém descobriu o motivo.
O motivo, porém, era que Valdo queria que Chico
disciplinasse o povo, senão não haveria conserto. Chico era representante de Jesus,
deveria ser humilde e só fazer coisas boas. Valdo insistiu na disciplina e isso
levou à separação deles. Foram trabalhar separados.
Algumas pessoas tomam partido, porém eu concordo com os
dois, pois eu gosto da disciplina e da humildade.
Eu pensava que eu era um homem bem honesto que fazia tudo
certo, mas descobri que todos que foram contra Jesus em sua época, estão por aí
reencarnados só fazendo confusão e isso deve ser mudado, tanto na política,
como no direito e em todas as responsabilidades, tudo deve ser consertado. No
início da minha vida eu achava que estava correto, mas autoridade nenhuma me
aprovou.
Mas isso aconteceu
com o próprio Jesus, cujo reino não era desse mundo. Encontrei, com o tempo, um
amigo do lado espiritual, Mateus, discípulo de Jesus. Nunca tive sorte com
autoridade nenhuma, como eu já disse. Mateus apareceu em minha vida para que eu
coloque tudo em pratos limpos e para que todo erro seja reparado.
Para
não espichar muito a conversa, eu digo que quem me orienta é ele, porém ninguém
o vê. Se tiver alguma dúvida, fale comigo, pois ele é espírito e eu, o seu
instrumento.
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